Ao longo de 2018, 32 mil pessoas passaram pelos cinco museus públicos que estiveram abertos em Caxias do Sul. Para quem não está nessa estatística, mas quer aproveitar o início de 2019 para visitar alguns dos espaços, ou mesmo levar alguém para conhecer a história da cidade a partir de temas como imigração, costumes e memória, as férias surgem como uma boa alternativa. Se, ao longo do ano, a maior parte do público é de turmas escolares, nesse período cresce a visitação de turistas.
– Nos primeiros dias do ano a gente tem um fluxo muito grande. Em sua maioria, pessoas que vêm visitar parentes que moram em Caxias e acabam conhecendo nossos museus. O mais procurado é a Casa de Pedra, por ser um cartão-postal da cidade. A pessoa passa na frente, enxerga aquele local diferenciado e fica com vontade de entrar – destaca a restauradora da Divisão de Museus da Secretaria da Cultura, Paola Marchett de Bastiani.
Essa época também marca o planejamento de ações que visam incrementar o número de visitantes em cada um dos museus ao longo do ano. Paola ressalta que o foco de 2019 é a educação patrimonial junto às escolas:
– Esse trabalho, que antes era feito quase totalmente no Museu Municipal e em atendimentos pontuais, agora vai ser oferecido constantemente às escolas. Nesse sentido, vamos priorizar as visitas de crianças a partir do 5º ano ao Museu Municipal e de adolescentes ao Museu da FEB, já que eles estudam o período da 2ª Guerra Mundial.
Além dos acervos permanentes, os museus contam com exposições itinerantes. A primeira mostra será sobre a poetisa Vivita Cartier, a partir de 21 de fevereiro no Museu Municipal. A curadoria será de Marcos Fernando Kirst.
FELIPE NYLAND
Transformada em museu nas comemorações do centenário da imigração italiana, em 1975, a residência construída pelos irmãos Giacomo, Antonio e Luis Lucchese no final do século 19 oferece aos visitantes uma cenografia que reproduz a moradia original, com móveis e objetos antigos. Na área externa, um parreiral presta homenagem à principal cultura agrícola da região.
LUCAS AMORELLI
Localizado na região central da cidade, possui um acervo diverso: utensílios domésticos e agrícolas dos primeiros imigrantes, objetos religiosos, documentos e fotografias. Além da exibição permanente do próprio acervo, o espaço conta com sala para exposições itinerantes e temporárias. Construído na década de 1880 como residência da família Otolini, o prédio que hoje abriga o Museu Municipal foi a sede da prefeitura de Caxias entre 1919 e 1974.
JONAS RAMOS
Abaixo da escultura concebida pelo artista Antonio Caringi, uma cripta reúne textos, fotos e objetos que contextualizam diferentes aspectos do tema imigração. O espaço também conta com uma exposição fotográfica permanente que narra a construção do monumento, inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas em 1954.
FELIPE NYLAND
Inaugurado em 1976 para homenagear os pracinhas de Caxias do Sul e região, abriga documentos, fotografias, fardas, armas e objetos pessoais utilizados por ex-combatentes que lutaram na Itália durante a 2ª Guerra Mundial. O espaço também exibe documentários e realiza encontros e palestras com ex-pracinhas.
MAICON DAMASCENO
Inaugurado em 2002, está localizado na Cooperativa Vitivinícola Forqueta e reúne utensílios e equipamentos que reconstituem a produção artesanal do vinho. Também oferece aos visitantes degustação e venda de vinhos, sucos e outros produtos coloniais. Seu nome presta homenagem a um dos diretores da Cooperativa, a mais antiga da América Latina.
FELIPE NYLAND
O acervo com mais de mil peças de arte sacra segue fechado para visitação desde agosto de 2017 devido à reforma que tenta conter problemas de infiltração e umidade. Localizado no espaço interno do Monumento Jesus Terceiro Milênio, o memorial foi inaugurado em dezembro de 2004.
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