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24 DE dezembro DE 2018

+entrevista

Um nome que virou grife

Rafaela tomazzoni comemora a nova fase de sua marca autoral, que ganhou espaço-conceito em caxias 

Mobirise



SILVANA TOAZZA 
silvana.toazza@pioneiro.com

Com o conceito de não vender apenas roupas, mas sim autenticidade e estilo de vida, a estilista Rafaela Tomazzoni encerra 2018 comemorando a nova fase de sua grife autoral, que, além de evidenciar identidade, amplia em 30% o potencial de crescimento no mercado.

A paixão pelo tricô, em peças feitas à mão e atemporais, vem desde criança, já que Rafaela cresceu em meio aos fios e máquinas da malharia familiar.

Estudou e se especializou nas áreas de moda e marketing. Há cinco anos, seu nome virou grife no mercado de peças em malharia retilínea, conquistando clientes não só de Caxias, mas do país, e até de fora. Em novembro, deu seu grande salto, ao ganhar espaço-conceito em Caxias do Sul, denominado KNITboutique, num ambiente que conjuga convivência e experiências.

Com 44 anos, Rafaela Tomazzoni Mantovani é casada com Leandro Mantovani e mãe de Giulia, oito anos, e Giorgia, quatro. A seguir, entrevista concedida pela empresária ao Pioneiro:

DANIELA XU, DIVULGAÇÃO 

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ousadia |  Empresária alia a paixão pelo tricô desde criança com a coragem de inovar no mercado

  • Como começou sua paixão pelo tricô e de que forma lapidou seu talento?
    Cresci em meio aos fios e máquinas da Malharia Friolã, empresa dos meus pais, e o gosto pelo tricô foi praticamente uma consequência de todas as experiências que tive lá. Iniciei minha trajetória profissional prestando vestibular para o pioneiro curso de Tecnólogo em Moda & Estilo da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Fiz parte da primeira turma. Em seguida, me especializei no curso de Fashion Design pela Accademia Italiana di Moda di Firenze, período em que também tive oportunidades de estar inserida no ambiente das feiras internacionais. Para complementar os conhecimentos adquiridos na área de moda, fiz o MBA em Marketing na FGV, o qual me permitiu ampliar os horizontes e enxergar o mercado de uma maneira diferente. Porém, acredito que muito mais do que frequentar salas de aula, meu conhecimento ganhou corpo com minha latente curiosidade e vontade de inovar, ou seja, aprendi muito tendo a coragem de tentar algo novo e, em muitas vezes, errando. 
  • O que representa a inauguração da KNITboutique, após cinco anos de marca autoral?
    Sempre cultivei a convicção de que uma marca de moda precisava, além de ter um bom produto, colocá-la no lugar certo e em um ambiente que comunicasse toda sua identidade. A KNITboutique veio para suprir essa necessidade que percebi já há algum tempo e agora se concretiza por meio de um espaço que prioriza uma verdadeira experiência de compra para nossas clientes, onde as texturas e cores do tricô estão por todos os lados. 
  • Qual a perspectiva de fechamento de 2018 e qual a meta para 2019?
    De uma maneira geral, o ano de 2018 foi um período de cautela, e os números mantiveram-se estáveis em comparação aos de 2017. Porém, percebemos uma retomada na confiança do mercado em novembro, que coincidiu com a inauguração da KNITboutique, quando tivemos um acréscimo de 15% em relação ao mesmo mês de 2017. Para 2019, nossa meta é aumentar o faturamento em 30% com ações de marketing voltadas a novos mercados e outras linhas de produtos, como para o lar. 
  • A crise econômica dos últimos anos impactou no setor?
    Com a crise econômica e política, gerada também pela falta de confiança e perspectivas de futuro, as pessoas, de maneira geral, restringiram seus gastos, e a renovação do guarda-roupa acabou ficando para um segundo plano, fazendo com que o setor praticamente ficasse estagnado. E as temperaturas inconstantes também prejudicaram os resultados, principalmente no setor de malharias, fazendo com que as liquidações fossem antecipadas. Porém, no caso da nossa grife, os impactos dessa crise foram sentidos de maneira mais branda, pois trabalhamos com uma estrutura enxuta e vendemos para um nicho de mercado que foi menos afetado por esses reveses.  
  • Em face aos grandes magazines, com moda padronizada, de que forma peças exclusivas encontram seu espaço?
    A marca Rafaela Tomazzoni vende autenticidade e um estilo de vida. Acreditamos que agregar valor ao produto, por meio de coleções atemporais e que contam uma história, pode nos diferenciar no mercado. Aliado a tudo isso, percebemos que muitas das nossas clientes fazem questão de ter um tricô exclusivo e conseguimos atender essa demanda através de algumas peças “feitas à mão”, onde a combinação de cores e fios é única. Essa é apenas uma das possibilidades oferecida às nossas clientes, pois também produzimos modelos em malharia retilínea em que a tiragem é limitada, ou seja, são fabricadas poucas unidades de cada modelo. Nossa intenção é fazer uma “moda híbrida”, nem tão slow (lenta) e nem tão fast (rápida), o que garante a sustentabilidade do negócio. 
  • Quais os principais mercados atendidos pela sua grife?
    Nossa loja física, a KNITboutique, atende basicamente as clientes de Caxias do Sul e a Serra. Porém, nosso e-commerce abrange todo o Brasil e, no último mês, percebemos o desejo de clientes que moram no Exterior em adquirir nossas peças.  
  • Quanto tempo demora para produzir uma peça mais elaborada?
    Não executamos peças sob medida. Nossas peças feitas à mão são basicamente casacos, coletes e maxigolas. É um trabalho minucioso que leva cerca de um dia e meio para ficar pronto, e, justamente por ser artesanal, é muito valorizado pelas consumidoras da marca.  
  • Quais os projetos de expansão à frente da empresa?
     Intensificar os esforços na venda virtual e, consequentemente, atingir um maior mercado. Levar adiante o projeto “Coloridinhas”, que contempla o público feminino infantil.  
  • Que tipo de público atinge com sua produção?
    Nossa “persona” é uma mulher na faixa aproximada dos 25 aos 45 anos, que busca estar em contato com o novo e preza pela boa qualidade do produto. Está por dentro das tendências de moda, mas dificilmente toma uma decisão de compra baseada nisso. Preza pelo seu estilo pessoal e individualidade. Investe seu tempo e dinheiro em viagens, leitura, experiências de bem-estar e gastronomia. Procura priorizar a família e os amigos, mas não deixa de lado seus próprios desejos ou ideais. Ao mesmo tempo que é prática, encara a vida com questionamentos acerca do desenvolvimento pessoal e social.  
  • Que dicas daria a um empreendedor iniciante?
    Ouse fazer algo da maneira que ainda ninguém fez. Tenha coragem de correr os riscos que estão diretamente ligados à inovação. Se der errado, conserte o que for possível, mas não deixe de lado as suas convicções. Aproveite para aprender com seus erros. E, se seu investimento deu certo, vá para o próximo desafio com uma humildade de principiante, mas também com a confiança que essa experiência lhe trouxe. 
  • Defina moda e estilo.
    A moda, nesse caso a roupa, é o instrumento que fala pelo indivíduo, comunica ao mundo quem ele é, quais são suas crenças, suas ambições, seus sentimentos… E estilo é a maneira única como cada um se expressa, é o que o diferencia num mundo massificado.

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