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Plano é expandir além do RS

drops de menta inovou ao surgir, há 21 anos, e hoje estaciona seu conceito e marca em 14 lojas

Mobirise



SILVANA TOAZZA
silvana.toazza@pioneiro.com

Quem imaginaria um carro Aero Willys anos 1960 acoplado a uma fachada de loja? A Drops de Menta não apenas imaginou, como surpreendeu o público caxiense há 21 anos ao inovar a apresentação visual com um símbolo que retrata seu conceito moderno e de vanguarda.

Em março de 1996, a rede de moda parou literalmente o trânsito da Avenida Júlio de Castilhos com a novidade, em sua primeira loja, mas fez mais. Buscou vestir estilos de vida em alta velocidade. Assim, estacionou sua identidade singular em 14 empreendimentos, pela visão estratégica e de gestão da fundadora e diretora Márcia Costa, 47 anos, formada em Administração de Empresas.

A Drops de Menta contabiliza quatro lojas em Caxias do Sul e franquias em Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo e Porto Alegre (duas operações). Assim que o mercado reagir e os investidores retomarem a confiança, o grupo perseguirá a meta de abrir, em média, cinco franquias por ano, com o sonho ousado de ultrapassar as fronteiras gaúchas.

– Acredito que a realização profissional está intimamente ligada aos resultados positivos e o reconhecimento de um trabalho feito com paixão – ensina a empresária, que começou a trajetória no comércio caxiense aos 14 anos, numa floricultura.

A seguir, trechos da entrevista concedida por Márcia Costa:

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estratégia Diretora Márcia Costa diz que a rede de moda aprendeu a “fazer mais com menos”

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Estamos preparados para abrir cinco franquias por ano, assim que os investidores voltarem a ter confiança

  • Pioneiro: Qual o tamanho da Drops de Menta hoje?
    Márcia Costa: São 14 lojas, em sua maioria franquias, e 93 profissionais. Isso possibilita uma tomada de decisão mais rápida e personalizada para cada cidade, com vantagens na hora do abastecimento, treinamento, processos e inovações. Esse quadro de profissionais está 20% menor do que em 2010 (éramos 120) e, mesmo assim, não caímos de faturamento. Baixamos custos e montamos uma equipe mais qualificada.  
  • Quais os planos de expansão da empresa? 
    Nos últimos 18 meses, trabalhamos muito para preparar a empresa para uma expansão de franquias. Remodelamos nossos contratos, processos, treinamentos, fizemos muito benchmarking e, sim, temos um plano de expansão e com projetos de também sair do Rio Grande do Sul. Quando estamos em uma crise longa como esta, devemos estar preparados para quando a curva começar a subir e o cenário voltar a melhorar. Hoje, estamos preparados para abrir cinco lojas por ano, assim que os investidores em uma franquia se sentirem mais confiantes na economia. 
  • 2017 será de crescimento?
    Estamos com uma leve expansão no primeiro semestre e acredito que vamos fechar o ano com crescimento. Trabalhar e ver um resultado de incremento, mesmo numa época em que o setor mostra números negativos, é motivador à equipe, e comprova a confiança do cliente no nosso trabalho.  
  • A rede adotou estratégias para manter-se competitiva?  
    Muitas, o tempo inteiro. A principal foi definir bem os propósitos da empresa e compartilhar com a equipe. Firmar cada vez mais nosso propósito de transformar a compra em uma experiência agradável e proporcionar felicidade. E, para isso, estar sempre em busca de aprimorar nossos processos, nossos produtos e nossas pessoas. Nos processos, fazer mais com menos, com redução de custos, implantação de aplicativos para agilizar os resultados, reorganização dos fluxogramas de trabalhos administrativos e implantação de ferramentas de sistemas. Aumentamos muito a fatia da marca própria nas lojas, criamos os produtos com inspiração em nossos clientes, desenvolvemos várias coleções em que toda semana (e muitas vezes, todos os dias) temos produtos novos nas lojas. O cliente quer comprar bem, fazer um bom negócio e ficar feliz com a compra. Temos uma equipe participativa nas ações. Nesses últimos 18 meses, crescemos em 50% a participação em cursos, palestras e treinamentos. 
  • Como o setor do vestuário se adapta a um consumidor cada vez mais exigente? O consumidor de hoje mudou muito, ele tem um consumo mais consciente, quer ver valor na sua compra, sabe que economia é investir bem, tanto na experiência da compra quanto no uso do produto. O cliente sabe que, para termos professores nas escolas e policiais nas ruas, precisamos comprar de empresas legais, que pagam corretamente seus impostos. Ele ensina seus filhos a fazer o certo e não o que é mais fácil. É bom fazer parte desta mudança. Hoje já temos uma loja virtual (e-commerce), com possibilidade de vender para todo o Brasil. E contamos com vendas delivery, nas quais entregamos em casa nas cidades em que temos lojas.  
  • Qual foi a sacada que permitiu à rede se consolidar num setor tão concorrido?Primeiro uma grande perseverança, segundo estar sólida financeiramente (cuidar dos números) e terceiro trabalhar muito, reduzindo custos e fazendo cada vez mais e melhor em todos nossos processos. Nós, brasileiros, somos muito qualitativos e pouco quantitativos. Deveríamos seguir o exemplo de países de Primeiro Mundo, como Estados Unidos e Japão. Nestes últimos meses, foquei em trabalharmos resultados quantitativos com mais ênfase em números, aplicativos de gestão, muitas metas e resultados de acompanhamento diário. Podemos ser qualitativos (proporcionar felicidade ao nosso cliente) e ser quantitativos (ter resultados positivos).
  • Como criar uma empresa com conceito?
  • Os profissionais devem ter orgulho da empresa que trabalham. Vendendo roupas com propósito, história, sensações e valores. A roupa precisa inspirar e comunicar quem a usa e quem a vê. Ter responsabilidades, valores éticos e entender o que o nosso cliente realmente quer, e não o que queremos entregar para ele. Ter compromisso com a qualidade e com a verdade. Trabalhar com amor para que nosso cliente seja feliz. E, no nosso caso, também ter bom gosto.

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