LEANDRO RODRIGUES
leandro.rodrigues@diariogaucho.com.br
A cotação do dólar chegou a R$ 3,90 nesta quinta-feira, e as perspectivas para este ano seguem de um dólar caro, chegando até a custar R$ 4. Na quarta-feira, o dólar turismo era vendido a R$ 4,06. E essa alta interfere no preço de muito produto ou serviço prestados aos consumidores brasileiros.
– Vejo esse cenário de dólar elevado persistindo, pelo menos, até o final do ano – avalia o educador financeiro e professor de Economia da PUCRS Alfredo Meneghetti Neto.
Significa que os brasileiros terão de se acostumar com uma cotação inconstante e, muitas vezes, desfavorável. Nem todos perdem com o dólar alto. Setores da economia nacional têm, nessa fase, oportunidade para conquistar mais consumidores. O problema é que, na outra ponta, o dólar está entrelaçado a praticamente tudo que é consumido no Brasil, direta ou indiretamente.
– Cada um de nós precisa olhar a relação que a alta do dólar tem na nossa vida. A partir disso, será possível tomar algumas decisões que podem amenizar o impacto – avisa o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos.
O especialista não sai pregando uma solução radical, como simplesmente cancelar viagens programadas para o Exterior. Ele entende que, com planejamento, é possível contornar a elevação do câmbio.
Confira dicas de especialistas sobre como fazer a travessia desse período de turbulência da moeda norte-americana.
É preciso dominar as contas: saber quanto se gasta por mês. Com isso, veja quais itens podem ser reduzidos ou cortados neste momento. É uma decisão que deve ser feita em família. Trace uma meta que, de fato, justifique o esforço de todos: fazer uma viagem ou comprar aquele sonhado videogame.
Que tal fazer uma boa pesquisa sobre os produtos fabricados no Brasil e que você costuma consumir? Comece dentro do supermercado. O vinho, que tem no inverno o pico de vendas, é um exemplo próximo da realidade dos gaúchos. Os nacionais ganham margem para competir.
Se viajar para fora do país fica mais salgado, uma opção para quem não abre mão do lazer podem ser os destinos nacionais.
Mas se é uma viagem muito sonhada e desejada, talvez não seja o caso de mudar os planos. Imagine, por exemplo, que o plano era gastar US$ 5 mil com gastos gerais no Exterior. Que tal voltar para a prancheta e refazer o cálculo para gastar US$ 4,5 mil? Corte o desnecessário e mantenha o essencial.
Fique atento a dívidas com compras no crédito. A opção mais indicada, em tempos de incerteza, é economizar e fazer a aquisição em dinheiro, fugindo de oscilações. O valor pode aumentar na hora do pagamento do cartão.
Importante é que os clientes
estejam informados sobre
o que está acontecendo.
Essa comunicação aproxima
a empresa do cliente
e demonstra confiança
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Saiba como lidar com o período em que a moeda norte-americana está girando ao redor dos R$ 4
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